Escola: o que procurar?

Escola: o que levar em conta na hora da escolha?

Chegamos a uma época do ano em que a procura por escola para as crianças aumenta. Afinal, o término de um período está quase aí! Em poucos meses, pais e filhos vivenciarão uma nova opção educacional. E, para que essa experiência seja a melhor possível, elencamos os pontos de atenção para essa busca.

Você provavelmente vai andar bastante conhecendo instituições de ensino. Por isso, organizar-se é fundamental. Crie uma lista com todos os critérios importantes para você e sua família. Para cada visita, faça suas anotações na lista. Assim, você lembrará qual escola se destacou – para o bem ou para o mal – em determinado quesito.

E quais são os critérios?

Confira a seguir uma relação dos elementos-chave para analisar nas escolas. Tenha em mente que o grau de importância de cada um vai variar de família para família.

1 – Proposta pedagógica. Nem toda escola é adequada para todos os perfis de aluno e família. Avalie: você concorda com o modelo educacional e os valores da escola? Temas fundamentais para a cidadania, como sustentabilidade e respeito, são abordados? Há um projeto socioemocional sólido?

2 – Qualidade do ensino. Atenção à formação dos professores, diversificação do currículo, inovação nos espaços físicos e na forma como a tecnologia é inserida nas atividades em sala. Converse com outras famílias que tenham crianças matriculadas na escola para buscar referências.

3 – Ensino bilíngue. O aprendizado de línguas influencia positivamente a formação cerebral, estimulando a criatividade, o raciocínio lógico e o desempenho em atividades de memória e atenção.

4 – Parceria escola e família. A escola estimula a participação da família na rotina escolar? Quais são as iniciativas que permitem a troca de experiências e conhecimento ? Como a escola se comunica com as famílias?

5 – Localização e segurança. A logística é importante, especialmente em grandes cidades. A escola também deve ter cuidados com a segurança dos alunos, como no horário de entrada e saída, no controle do acesso de estranhos e em processos para atendimento em casos de emergência.

6 – Ambiente acolhedor. Como você se sentiu? O atendimento foi cordial e respeitoso desde a porta de entrada? Como parece ser o relacionamento entre as pessoas? Boas escolas constroem ambientes em que as pessoas se respeitam.

7 – Espaço físico. As salas de aula precisam ser confortáveis, arejadas, com boa luminosidade e acústica adequada. Todo o ambiente deve ser organizado, garantindo o bem-estar de todos.

8 – Preço. Todos os critérios anteriores devem estar alinhados com o seu orçamento, caso a opção seja uma escola particular. Lembre-se de que, além da mensalidade, há gastos com material, atividades extras e outros, mas que também o investimento na primeira infância é a estratégia mais eficaz para o crescimento econômico, de acordo com James Heckman, Nobel de Economia. Até os 5 anos de idade, o cérebro é mais maleável e a cada segundo faz cerca de 1000 novas conexões. É mais fácil incentivar habilidades cognitivas e de personalidade – atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade – necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e na vida.

Mindfulness

Mindfulness: o que é e o que ele tem a ver com as crianças?

Em fevereiro deste ano, o governo britânico anunciou a implementação de um amplo estudo sobre o bem-estar de estudantes a partir da prática do mindfulness, que passa a integrar o currículo de pelo menos 370 instituições de ensino. O objetivo desta iniciativa é reduzir os níveis de estresse e ajudar crianças e adolescentes a lidar com sentimentos e desafios.

O mindfulness, ou atenção plena, é um estado que foca no momento presente a fim de perceber pensamentos, sensações corporais e emoções no momento em que ocorrem. Ao estarmos mais conscientes do que desencadeia determinados comportamentos e sentimentos, lidamos melhor com as circunstâncias mais desafiadoras do cotidiano. Evidências científicas de centenas de universidades, incluindo centros dedicados ao estudo da prática na University of Massachusetts Medical School (EUA) e na Universidade de Oxford (Reino Unido), sugerem fortemente que o mindfulness reduz o estresse e ajuda na construção de uma força interior capaz de fazer com que futuros fatores de exaustão tenham menos impacto na felicidade e no bem-estar físico.

Entenda a influência do mindfulness nas crianças

Os programas de mindfulness têm aparecido como uma das ferramentas para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais no ambiente escolar. A meditação e técnicas respiratórias são alguns dos recursos utilizados para ajudar crianças e jovens a aprimorarem a concentração e valores como empatia e compaixão.

Benefícios:

  • Melhora da memória
  • Redução da impulsividade
  • Desenvolvimento de habilidades naturais de resolução de conflitos
  • Redução da ansiedade e estresse

Para as crianças, os efeitos de práticas que estimulam o olhar para dentro, momentos de introspecção e paz, são ainda mais expressivos, pois o cérebro, por estar em formação, é mais receptivo a estímulos. Na prática, isso se reflete em maior socialização, com impacto positivo no relacionamento com pais e colegas, e redução de sentimentos como raiva e tristeza.

“Para nós, o mindfulness, yoga, meditação e outros recursos que promovam o bem-estar estão ligados à sustentabilidade, que nada mais é que o equilíbrio entre os seres, suas relações e o meio em que vivem”, define Ana Célia Campos, diretora pedagógica da Garatuja Educação Infantil.

Na escola, todas as aulas começam com pelo menos cinco minutos de meditação. Atividades de bem-estar, com aulas de yoga, por exemplo, integram o currículo e uma Orientadora Educacional desenvolve vários programas, de acordo com a faixa etária da criança, com o objetivo de despertar o autoconhecimento.