Alimentação na infância

A fase pré-escolar, que vai dos dois aos seis anos de idade, é considerada de extrema importância para a saúde. É nela que a criança passa a formar hábitos e comportamentos alimentares para toda a vida.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, há mais de 40 milhões de crianças obesas com até 5 anos em todo o mundo, e a falta de informação e os maus hábitos estão entre as principais causas.

Nessa etapa de vida, família e escola são os principais modelos para os pequenos. A família é o primeiro núcleo de integração social e exerce forte influência na alimentação infantil, enquanto que a escola é o primeiro contato da criança com refeições fora de casa.

Uma alimentação ideal garante um bom rendimento de aprendizagem durante as aulas. Quando se alimenta bem, a criança tem mais facilidade de aprender e de se concentrar, ficando bem disposta para as atividades.

O papel das famílias e da escola

A escola deve promover a saúde com refeições equilibradas e saudáveis, sempre de acordo com as necessidades nutricionais de cada aluno e faixa etária. Deve também implementar estratégias que promovem a boa alimentação, como a inclusão de conteúdos de nutrição no currículo escolar e na formação dos educadores e o contato das crianças com os alimentos por meio de dinâmicas e cultivo de hortas, fazendo com que se familiarizem com os alimentos e tenham vontade de experimentá-los.

“A educação alimentar dos alunos é muito importante. Uma alimentação equilibrada é essencial para garantir boas condições nutricionais, que muito além de trazer saúde, irão promover o aprendizado, otimizando o desempenho escolar”, informa Karina Yada, coordenadora pedagógica da Garatuja Educação Infantil. “Toda a equipe pedagógica deve ser inserida nesse processo, desenvolvendo projetos e estratégias com o objetivo de estimular as crianças a provar novos alimentos”, finaliza.

Em casa, é necessária uma continuidade ao trabalho de conscientização e educação feito na escola. A recomendação é:

  • O consumo de alimentos saudáveis, dando preferência aos in natura, como frutas, verduras e legumes.
  • Redução do consumo de alimentos ultraprocessados, que passam por técnicas e processamentos com alta quantidade de sal, açúcar, gorduras, realçadores de sabor e texturizantes. Exemplos: enlatados, embutidos, preparações instantâneas, refrigerantes, salgadinhos, sorvetes, biscoitos recheados.


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